Segundo Workshop – Furoshiki na Japan House

 

Dia 08 de novembro de 2017 – segue a segunda edição do Furoshiki na Japan House á convite da Furoshiki Store.

Como sempre o vazio de uma sala é preenchido de almas que fazem o furoshiki criar vida. Um tecido que se transforma, preenche o vazio de um objeto. O mais importante o nó mágico do furoshiki é a parte mais divertida, porque parece um coral mas que não foi ensaiado a melodia que surge pela voz de todos ” OH!!!” porque para muitos o nó não tem importância no embrulho, mas no furoshiki está recheado de conceitos. Mas tudo bem… cada um faz da sua forma, mas sempre costumo ressaltar é importante conhecer a origem.

E lembrando sobre a origem à um tempo atrás eu assisti uma Palestra na Aliança Cultural Brasil Japão de Pinheiros com o título Japanologia do antrópologo Prof. Dr. Victor Hugo Kebbe  – segue o site: https://japanologia.com/author/aosugo/

O Prof. Dr. Victor fez uma colocação muito importante sobre à questão de investigar, confrontar, ter referências bibliográficas sobre a origem da informação e não somente isso …foi uma palestra de reflexão porque particularmente ainda não tenho uma resposta concreta para afirmar porque a Sofia é nissei e tem cara de japonesa porque os pais são imigrantes japoneses, mas por outro lado a Sofia nasceu no Brasil na cidade de São Paulo, portanto ela é brasileira e paulistana. No entanto se a Sofia estiver no Japão ela é japonesa porque tem a nacionalidade japonesa, mas é contraditório … porque a Sofia nasceu no Brasil… e isso virou um nó que não foi nada mágico comparado ao furoshiki porque não foi possível “desatar” até o presente momento, portanto ainda está tudo embrulhado no furoshiki. Bom por hora fica um ponto de interrogação.

Mas para compreender melhor um exemplo com base no furoshiki.

A Sofia foi estudar sobre o furoshiki e importou algumas “partes” presentes no furoshiki do Japão, mas a Sofia adequou, adaptou ao estilo da Cultura do Brasil e dessa forma surge um “novo conceito do furoshiki” no Brasil. Mas o furoshiki nos Estados Unidos, como é ensinado? Qual é o conteúdo relevante? Qual o estilo presente do furoshiki para os americanos? E se pensarmos na Europa, por exemplo na Espanha como é o furoshiki na Espanha? Como os espanhóis compreendem o furoshiki? E assim por diante… cada país absorve, compreende a cultura do furoshiki, no entanto o processo de releitura torna-se a identidade que traduz o furoshiki de cada país.

Parece ser complexo, mas é simples quando o embasamento teórico justifica o raciocínio sobre o furoshiki. No caso a colocação foi em relação ao furoshiki porque é o objeto de estudo, no entanto existem outras Artes que podem seguir o mesmo processo de pensamento. É bem interessante quando tema fascina o pesquisador e a curiosidade é o ingrediente básico para novas descobertas.

Portanto é importante ter argumentos com base nas investigações, duvidar, questionar, desconstruir para depois reconstruir uma nova linha de pensamento conforme citado pelo Prof. Dr. Victor.

Para finalizar o embrulho do furoshiki do dia 08/11/2017 ficará como o registro da transformação do contratempo para o tempo presente da vida.

E faço das palavras do Prof. Dr. Victor:

“É importante olhar o Japão com respeito e seriedade, chega de reproduzir…”

E complemento a colocação do Prof. Dr. Victor, ter RESPEITO em caixa alta porque o que está do lado de fora da embalagem muitas vezes não condiz com o conteúdo que está dentro e COPIAR em caixa alta é fácil reproduzir, mas a verdadeira alma da embalagem é com base no seu conteúdo! é perfeita.

Arigato de coração, agradecimento especial a Furoshiki Store e a palestra de Japanologia.

O furoshiki segue a sua jornada…porque aos poucos começa a florescer a nova vida do furoshiki!

Um brinde #vivaavida

Profa Ma. Sofia Nanka Kamatani